31 Janeiro 2010

Planejamento Turístico Sustentável

Diretrizes Gerais de Ação
É ingênuo pregar posturas preservacionistas extremas que visam defender a natureza afastado dela a presença humana e bloqueando o desenvolvimento econômico. Mas também é imoral, compactuar com formas predatórias de exploração da natureza, pois a exaustão de recursos naturais e da biodiversidade provocaria o desaparecimento da vida humana. Assim sendo, há que estabelecer mecanismos fortes de indução, fiscalização e gestão racional de uso do território (legislação) e dos recursos naturais. Desenvolver uma metodologia dinâmica que proporcione o uso planejado da ocupação territorial, da exploração dos recursos naturais e das potencialidades econômicas, de forma participativa, é o desafio na busca do desenvolvimento sustentável. Para orientar o desenvolvimento sustentável é necessário planejar as ações.
Neste contexto, três ações básicas se fazem necessárias:
•    Um zoneamento ecológico, que visualize espacialmente as condições de uso do território em questão;
•    Um inventário visualizado dos recursos naturais, da infra-estrutura básica e turística, da cultura, arte e folclore e das atividades potenciais do espaço.
•    A discussão do uso do espaço e dos recursos com a sociedade, (planejamento participativo). Estas ações, representam as ferramentas para um planejamento que busca um desenvolvimento sustentável.

Desenvolvimento Turístico Sustentável

Partindo de um conceito de ambientalismo, baseado no trinômio "Homem-Sociedade-Natureza", buscamos o desenvolvimento sustentável. A meu ver, um avanço em relação aos conceitos de ambientalismo "preservacionista" e "conservacionista".
Atividade Sustentável é aquela que não tem tempo definido de operação, pode continuar indefinidamente, conseqüentemente implica na sua permanência no tempo. Por outro lado, o desenvolvimento sustentável,implica na melhoria de qualidade de vida para o homem, respeitando no entanto, a capacidade de suporte dos ecossistemas. O uso sustentável de recursos pode ser conduzido apenas com critérios tecnocráticos.
Já o desenvolvimento sustentável necessita a participação efetiva do homem, onde são envolvidos seus valores sócio-culturais, que fluem do interior do homem. Assim, entendo que o desenvolvimento sustentável da atividade turística tem uma dimensão política, legitimada na participação democrática da comunidade, com escolha de estilos e padrões de vida e respeito ao meio ambiente.
O conceito de desenvolvimento sustentável considera o crescimento econômico, a equidade social e a conservação da natureza com dimensões diferentes, porem complementares de um processo. Não há como promover o desenvolvimento verdadeiro sem estes três elementos se processando de forma harmônica. Sem crescimento econômico não há como atender às necessidades básicas da população. O homem vive e se sustenta da natureza, através de uma relação de interdependência entre seu estilo de vida e a qualidade do ambiente que lhe rodeia.
Neste sentido, ecologia também tem a ver com o planejamento da ocupação do território, com a apropriação dos recursos naturais e em geral, com todas as atividades antrópicas. Nos cenários com horizonte de curto prazo é freqüente que as operações econômicas, sociais e ecológicas, apresentem-se como conflitantes.
A solução implica numa política ambiental para a sustentabilidade, passa pela prática do planejamento participativo e da negociação entre os diferentes setores sociais envolvidos, como instrumentos de solução de conflitos, para atingir o desenvolvimento sustentável.

Reflexões sobre o turismo rural - 4

O consumidor do destino rural no estado de Minas Gerais tem um perfil que vem se modificando ao longo dos anos. 75,28% viaja em família, cerca de 38% tem entre 35 e 50 anos, com a 27% participação de jovens abaixo de 18 anos, 91% de automóveis e 98% tem como motivo da viagem o Turismo,. isto demonstra  a grande disponibilidade de tempo para consumir todos os produtos ofertados pelos empreendimentos de turismo rural.

Reflexões sobre o turismo rural -3

Com pouco mais de 20 anos em desenvolvimento no Brasil , o turismo rural, segundo pesquisa do Instituto de Desenvolvimento de Turismo Rural, aponta o crescimento desta atividade com mais de 1,5 milhão de empregos gerados em 16 estados do pais. A mesma pesquisa ainda revela que São Paulo e Minas Gerais têm o maior número de empreendimentos no segmento. Só em Minas são mais de 600 empresas em funcionamento. 

Vale lembrar que o turismo rural é voltado para a realidade do campo, com suas tradições e culturas,  sendo uma oportunidade para o desenvolvimento local. Para os interessados, um dos pré-requisitos para que uma propriedade exerça este segmento é ser produtiva. As propriedades devem produzir por exemplo, alguns alimentos consumidos pelo turista, para ser considerada uma atividade turística em uma área rural.

Reflexões sobre o turismo rural - 2

Para quem não sabe, existe uma  diferença entre turismo rural e turismo em zona rural. O turismo rural é desenvolvido em áreas rurais produtivas, relacionado com o alojamento na sede da propriedade (adaptada) ou em edificações apropriadas (pousada) nas quais o turista participa das diferentes atividades agropecuárias desenvolvidas neste espaço, quer como lazer ou aprendizado.  Já o turismo em zona rural acontece dentro do espaço natural, mas não tem a obrigatoriedade de se desenvolver atividades rurais em conjunto com a turística.

Reflexões sobre o turismo rural - 1

O turismo rural esta ligado ao conhecimento de todo espaço rural, a cultura do homem do campo, o ambiente. 
O turismo rural é uma atividade que vai além de um simples destino turístico, onde as pessoas desfrutam e saem deste local sem levar nenhum produto, somente deixando impactos. Além de levar produtos, o turista consome o seu imaginário, a paisagem rural que remete a maioria dos turistas à suaz raizes, deixando as recordações e as experiências vivenciadas.

Ubatuba em Revista Virtual nº 31


Fotos e matéria de Capa: Paulo Sézio

Ubatuba em Revista Virtual nº 30


Fotos e matéria de Capa: Paulo Sézio

Ubatuba em Revista Virtual nº 4



Fotos da matéria de Capa: Paulo Sézio

31 Dezembro 2009

Porto de Coquimbo


Santiago do Chile


Centro Histórico de São João del Rey


Centro de Belo Oriente


Leito de rio em Joanésia


Parque Nacional da Serra do Cipó


Cachoeira - Sítio do Nascimento


30 Novembro 2009

Natal - Praia Ponta Negra


19 Novembro 2009

Àquela Que Partiu

O que poderia se passar naquela cabecinha
Que viajou por noventa anos e setenta dias?
Que entre rezas, vasculhava um horizonte de linhas,
Que transmutava sua fé em terços de Maria?

Incomodava a todos, o seu jeito de ser
Principalmente quando a dizer que existia.
Suas queixas instintivas estavam à mercê
De seis indulgentes, seu conjunto familia.

Ainda me lembro daquele olhar, triste olhar.
Uma simplicidade riscada, em belos traçados.
Dois sóis opalas num raro lugar
Em finas lágrimas de olhos cansados.

Jamais caiam, essas lágrimas, jamais.
O conjunto era um brilho sem igual.
Mil vezes tentei descobrir o cais
do perdido-olhar, do barco sem sinal.

Não tenho o mínimo desejo de tê-la como uma idéia pessoal,
Mesmo porque seu horizonte era um porto no além.
Nada muito específico, talvez saudade casual.
Era uma vida, de onde pariram mais de cem.

Para muitas coisas já não precisava se ocupar
Era a desocupada das últimas estações.
Fizera do quarto, sua varanda, seu lar,
E dos mudos silêncios, suas preces e orações.

Sua vida se reduzira das fazendas à fraldas alheias
De crianças tenras transformadas em netos.
Cansada, qual inseto preso em sedas teias,
Abstraia-se do peso em seus braços concretos.

Uma mísera esmola de alimentos e cama
Doados por seis indulgentes maquiados de emoção.
Multiplicados por dois em fins de semana,
Era tudo que ofertavam, era esse seu quinhão.

Agora eles amam e contam o sentir
Indulgentes curiosos, por vinte multiplicados.
E se ainda não aprenderam a ouvir
Indulgentes que eram, estão acabados.

Sequiosas não mais estacionaram
As lágrimas que finalmente trairam
Não nas pálpebras entumecidas, pois nela jorraram
Mas aos olhos da terra, que neles cairam.

Abaixando, abaixo de mim,
Para encontrar O Alto de todas as gentes,
Deixara a saudade de pobres coxins
No vazio tardio de seis indulgentes.

(poema para minha Vó Judith - falecida em 1991)

12 Novembro 2009

Álbum de Fotografias - PLANETA ÁGUA





07 Novembro 2009

Ouro Preto


Ubatuba


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O Pensamento






O pensamento norteia...
Não, ele não norteia: extravasa.
Rompe cadeias e si impõe em processos.
Conduz arcadas falantes em tagarelices variadas.
Esconde-se enfeitado de luzes eruditas chamadas oratórias
e imprime razão onde a natureza flui sem que necessite explicações.

O pensamento força e a razão o suga.
Conduz o fluxo da curiosidade num mar de fichas impressas
no cérebro pensante de todos os mortais.
Não aquieta e inquieta-se a cada percepção, exigindo respostas, se é que existem,
para justificar a si próprio, a razão de tudo existir,
cumprindo funções que nem ele sabe explicar por que.

O pensamento é amigo e inimigo das eras humanas.
Quiseram aniquilá-lo, bani-lo e despistá-lo,
Escondendo-o em mitos, teses e vivências
de povos que o usaram em infinitas páginas de exemplos,
pondo a mostrar sua pretensa inutilidade.

O pensamento o é.
Ele a si se faz, mesmo que muitos não saibam.
Surge e flui no âmbito de algo maior que é ele próprio, no que ser pensa,
provocando insanas razões a deliberar sua morte.
Para normatizar sua existência,
exige-se que o deteste, embora o possua,
que o domine, embora o liberte,
que o eduque, embora o admire em seus arroubos,
que o esqueça, embora o use para isso.

O pensamento sendo ele,
é cada ser que o tem, é ele a si próprio.
Natural seria conhecê-lo e saber em prima lucidez
que é ele mesmo a decidir seu destino.
E seja qual for o traçado,
estará ele ao final como observador atento,
apontando e definindo as vias e os fatos.
E do que dele fizerem, ponteará ele sobre tudo,
imortal que és, no Poder que o sustenta.

Paulo Sézio




02 Novembro 2009

O Olhar

Das formas possíveis de linguagem
o silêncio calmo de nosso olhar é avassalador.
Somos uma única imagem numa fração de segundo,
uma imensidão de dados, num olhar revelador.



Por mais que insista em verbalizar o que somos,
se não falarmos primeiro pelo olhar da verdade,
serão ditas inúmeras informações
pobre retrato, um esboço da realidade.

E se somos capazes de falar de sentimentos,
o olhar conta as nossas ações:
um rio navegável de prazer
um torvelinho incógnito, d´um caudal de seduções.

E se tudo for um um mero encanto,
perdoarão a mim se um dia eu descobrir.
Louco de paixão naveguei
e nas águas do olhar, deixei-me seduzir.

Sei que é uma eterna carência
de não ter em mim o passível de possuir todo mortal:
A beleza, a fonte justa que envolve o olhar,
a essência do prazer, o êxtase total.

Isso faz com que eu busque o clímax não superado
e tente preencher cada vazio de dor.
Esperas vãs, que ainda não me me dei conta
dessa imensurável energia chamada amor.

Não aquele que contam nas estórias,
nem dos segredos não revelados.
Contarei notícias pelos olhos do prazer
do rio-olhar, dos sonhos desvelados.

Do prazer que sinto pelo olhar
muitos ainda ficarão sem saber
e verão ainda em ti a jocosa alegria
e em mim o criativo, o artísta, sem o ser.

Não sabendo que vejo em ti minha carência
e que tu vês em mim teu desejo.
Mas esse fogo ardente e ativo, jamais o verão,
Essa pérola-olhar, esse tudo que vejo .

Um dia as nossas bocas e nossos corpos falarão
disso que nossos olhos há muito profetizam.
Mudos, extasiados, todos ainda ficarão
ante àquilo que os olhos já eternizam

De nós nada mais resta,
e os restos restantes já se fundiram,
nesse ser único, verdade que já somos,
fragmentados outrora, para sempre se uniram.

Paulo Sézio de Carvalho