09 Março 2010

Olhar Turístico: Para Além do Caisão


caisao

Na última edição mostramos como pode ser bem aproveitado um tempo livre para descobrir algo mais em Ubatuba. Para quem não viu, vale à pena ver a reportagem sobre um lugarzinho especial no Rio Grande, aquele que desemboca na praia Iperoig (do Cruzeiro), depois de passar pela Ilha dos Pescadores, bem no centro de Ubatuba.
Nesta edição o lugar se chama Caisão.
Bem conhecido de muitos turistas que buscam fugir do agito das praias badaladas, é um espaço agraciado pela natureza, dentro da Baia de Itaguá, na região central da cidade.
Tudo que você precisa é de 4 a 5 horas em tempo livre; boa disposição para uma caminhada de 1 hora, nível fácil, sem subidas ou descidas; lanche; água; chapéu; protetor solar – se possível os que também sejam repelentes; máquina fotográfica e se quiser mergulhar, um snorkel e pés de pato. Pronto! Seu passeio será maravilhoso.
Para começar, marque um ponto de encontro com os amigos no Porto de Itaguá. Aproveite e tire umas fotos maravilhosas. O amanhecer na baia para quem se aventurar a colocar o pé na estrada junto com o sol, é um espetáculo à parte da natureza. Deste ponto, siga margeando a orla, quando ao final, atravessando uma pontezinha e à esquerda, você irá passar por uma estradinha asfaltada que te levará a uma das vistas mais espetaculares de Ubatuba. Dê uma pausa para as fotos. Há três mirantes para isto, aproveitando para desfrutar o frescor marinho. Com sorte e máquina na mão, tartarugas irão aparecer próximo aos rochedos como sempre fazem todos os dias.
Descansado, caminhe até o Caisão. Como saber? Simples. Tem sempre um grupinho indo para lá, principalmente de caiçaras e turistas  em busca de um lugar tranqüilo.  Ali você verá por que o lugar é chamado de refúgio caiçara. Familias e amigos, pescadores e aventureiros em  mergulho, escolhem o lugar justamente pela sua singularidade.  O cuidado com crianças é fundamental e, portanto só leve os baixinhos depois que for a primeira vez e tiver certeza que o local pode ser seguro para eles.
Antigo Cais do Porto ou Cais das Sardinhas, o popular Caisão é uma construção abandonada, mas que  está sempre cheio. E bem ao seu lado há a prainha  do cais, pequena e sem infra-estrutura turística. A surpresa, no entanto, está para além deste lugar, a aproximadamente 200 metros, seguindo uma trilha também de fácil acesso, onde uma bica de água doce lhe espera.  Agora sim, bem vindo à natureza! Refresque, sorria, brinque, deixe que água leve todo stress acumulado.
Ande mais uns 50 metros, desça por pequenos trilhos para a margem e ai está: um refúgio para poucos. Prainhas de águas transparentes, peixes nadando ao seu redor, uma vista privilegiada das Praias de Itaguá, Iperoig (do Cruzeiro), Matarazzo e bem mais ao longe parte da Praia de Perequê Açu e Vermelha do Norte. As árvores nativas cuidam de lhe dar uma sombra no quente verão e a brisa do mar não lhe engana. Você está em uma parte do Paraíso.
Aproveite e pratique snorkeling, se tiver equipado. Experientes neste esporte dizem que é o melhor lugar para mergulho noturno. Se este não for o seu caso e dispuser de um certo tempo, espere o pôr do sol. Entenderá por que muitos dizem que Deus abençoa Ubatuba e seus visitantes todos os dias.

04 Março 2010

Olhar Turístico - Descobrindo Ubatuba

 Por Paulo Sézio

Deu na site da Ubatuba em Revista

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Por mais que existam mapas, rotas e trilhas que orientem os turistas quanto aos melhores lugares para se visitar em determinada localidade, nada é mais prazeroso do que fazer um giro casual pelos arredores. Na Espanha, destino nº 1 de turistas no mundo, segundo a World Travel & Tourism Council – WWTTC -  isto se chama “um recorrido”.

Um amigo muito gente fina e espirituoso, que possui um dos blogs mais visitados no mundo, chamado Hombre Lobo, utiliza esta técnica para visitar centenas de localidades em todos os continentes.

Empunhando uma pequena câmera de vídeo ou uma máquina fotográfica, ele criou o estilo “Se perder”, caracterizado por estas “fugidinhas” nos arredores dos locais turísticos, encontrando casas, mercados, pequenas praças, entre ruelas e labirintos que vão finalmente dar no inesperado “se perdeu”.

Aventuras, pequenos momentos de surpresa, o novo! Este é o prêmio de um recorrido, que busca livremente conhecer uma localidade, usos e costumes.

Claro, falamos aqui dos pontos positivos, mas o outro lado da história todos conhecem: o inesperado também te espreita. Pode ser que os locais em que queira conhecer não estejam tão favoráveis à sua visita. A segurança é o item que precisa estar na ordem do dia. Dados de uma pesquisa acadêmica de 2008 realizada com turistas indicaram que 67% dos assaltos ocorreram em locais não indicados nos roteiros considerados seguros.

Assim, se pretender fazer um tour livre, tenha alguns cuidados como: ir preferencialmente durante o dia e com acompanhantes, atenção com os pertences, objetos valiosos, nunca deixando de levar contatos do local de hospedagem - além de telefones úteis como da polícia, um conhecido e mesmo a referência daquele local onde começou o passeio. De preferência, oriente-se por um marco turístico: estátua na praça, aquele café da esquina, a pracinha da matriz, etc.

Em Ubatuba é possível praticar com um certo nível de segurança um passeio livre. Tem muitos cantinhos, não só próximo à área central da cidade, como nas praias turísticas.

É impressionante a variedade de pequenas opções.

Nesta matéria vamos apresentamos uma delas. Trata-se de visitar um trecho do Rio Grande, que tem acesso pela rua Orlando Carneiros, onde uma pequena passarela liga a cidade à rodovia 101, bem na região central de Ubatuba. Para quem não sabe, o Rio Grande é aquele que passa pela Ilha dos Pescadores e desemboca na praia do Cruzeiro (Iperoig) no farol.

Este pequeno percurso pode ser feito a pé ou de bicicleta.

Tomando a Praça Anchieta, passando pelo Casarão do Porto, que fica próxima à Ilha dos Pescadores, poderá seguir sempre em frente, onde apreciará um lado mais antigo da cidade, nem todo preservado, infelizmente, mas não deixando a desejar em termos de percepção das transformações arquitetônicas ocorridas nos últimos 40 anos.

Ao final, deste trecho, provavelmente encontrará a rua Orlando Carneiros. Neste ponto, basta virar à direita e seguir até o final da rua, quando uma pequena mata lhe abrirá um cenário deslumbrante. Suba a passarela e aprecie o Rio em uma faixa bem preservada de matas ciliares, com diversos pontos pesqueiros artesanais, borboletas, pássaros como tié sangue, saíras 7 cores e flores, muitas flores. Suas fotografias lhe revelarão um pedaço a mais de Ubatuba, geralmente freqüentado por caiçaras e veteranos turistas desta terra de surpresas.

Leve água, um bom chapéu e convide os amigos para um passeio de 1 a 2 horas, incluindo o trajeto e se perca em sua aventura urbana.

31 Janeiro 2010

Planejamento Turístico Sustentável

Diretrizes Gerais de Ação
É ingênuo pregar posturas preservacionistas extremas que visam defender a natureza afastado dela a presença humana e bloqueando o desenvolvimento econômico. Mas também é imoral, compactuar com formas predatórias de exploração da natureza, pois a exaustão de recursos naturais e da biodiversidade provocaria o desaparecimento da vida humana. Assim sendo, há que estabelecer mecanismos fortes de indução, fiscalização e gestão racional de uso do território (legislação) e dos recursos naturais. Desenvolver uma metodologia dinâmica que proporcione o uso planejado da ocupação territorial, da exploração dos recursos naturais e das potencialidades econômicas, de forma participativa, é o desafio na busca do desenvolvimento sustentável. Para orientar o desenvolvimento sustentável é necessário planejar as ações.
Neste contexto, três ações básicas se fazem necessárias:
•    Um zoneamento ecológico, que visualize espacialmente as condições de uso do território em questão;
•    Um inventário visualizado dos recursos naturais, da infra-estrutura básica e turística, da cultura, arte e folclore e das atividades potenciais do espaço.
•    A discussão do uso do espaço e dos recursos com a sociedade, (planejamento participativo). Estas ações, representam as ferramentas para um planejamento que busca um desenvolvimento sustentável.

Desenvolvimento Turístico Sustentável

Partindo de um conceito de ambientalismo, baseado no trinômio "Homem-Sociedade-Natureza", buscamos o desenvolvimento sustentável. A meu ver, um avanço em relação aos conceitos de ambientalismo "preservacionista" e "conservacionista".
Atividade Sustentável é aquela que não tem tempo definido de operação, pode continuar indefinidamente, conseqüentemente implica na sua permanência no tempo. Por outro lado, o desenvolvimento sustentável,implica na melhoria de qualidade de vida para o homem, respeitando no entanto, a capacidade de suporte dos ecossistemas. O uso sustentável de recursos pode ser conduzido apenas com critérios tecnocráticos.
Já o desenvolvimento sustentável necessita a participação efetiva do homem, onde são envolvidos seus valores sócio-culturais, que fluem do interior do homem. Assim, entendo que o desenvolvimento sustentável da atividade turística tem uma dimensão política, legitimada na participação democrática da comunidade, com escolha de estilos e padrões de vida e respeito ao meio ambiente.
O conceito de desenvolvimento sustentável considera o crescimento econômico, a equidade social e a conservação da natureza com dimensões diferentes, porem complementares de um processo. Não há como promover o desenvolvimento verdadeiro sem estes três elementos se processando de forma harmônica. Sem crescimento econômico não há como atender às necessidades básicas da população. O homem vive e se sustenta da natureza, através de uma relação de interdependência entre seu estilo de vida e a qualidade do ambiente que lhe rodeia.
Neste sentido, ecologia também tem a ver com o planejamento da ocupação do território, com a apropriação dos recursos naturais e em geral, com todas as atividades antrópicas. Nos cenários com horizonte de curto prazo é freqüente que as operações econômicas, sociais e ecológicas, apresentem-se como conflitantes.
A solução implica numa política ambiental para a sustentabilidade, passa pela prática do planejamento participativo e da negociação entre os diferentes setores sociais envolvidos, como instrumentos de solução de conflitos, para atingir o desenvolvimento sustentável.

Reflexões sobre o turismo rural - 4

O consumidor do destino rural no estado de Minas Gerais tem um perfil que vem se modificando ao longo dos anos. 75,28% viaja em família, cerca de 38% tem entre 35 e 50 anos, com a 27% participação de jovens abaixo de 18 anos, 91% de automóveis e 98% tem como motivo da viagem o Turismo,. isto demonstra  a grande disponibilidade de tempo para consumir todos os produtos ofertados pelos empreendimentos de turismo rural.

Reflexões sobre o turismo rural -3

Com pouco mais de 20 anos em desenvolvimento no Brasil , o turismo rural, segundo pesquisa do Instituto de Desenvolvimento de Turismo Rural, aponta o crescimento desta atividade com mais de 1,5 milhão de empregos gerados em 16 estados do pais. A mesma pesquisa ainda revela que São Paulo e Minas Gerais têm o maior número de empreendimentos no segmento. Só em Minas são mais de 600 empresas em funcionamento. 

Vale lembrar que o turismo rural é voltado para a realidade do campo, com suas tradições e culturas,  sendo uma oportunidade para o desenvolvimento local. Para os interessados, um dos pré-requisitos para que uma propriedade exerça este segmento é ser produtiva. As propriedades devem produzir por exemplo, alguns alimentos consumidos pelo turista, para ser considerada uma atividade turística em uma área rural.

Reflexões sobre o turismo rural - 2

Para quem não sabe, existe uma  diferença entre turismo rural e turismo em zona rural. O turismo rural é desenvolvido em áreas rurais produtivas, relacionado com o alojamento na sede da propriedade (adaptada) ou em edificações apropriadas (pousada) nas quais o turista participa das diferentes atividades agropecuárias desenvolvidas neste espaço, quer como lazer ou aprendizado.  Já o turismo em zona rural acontece dentro do espaço natural, mas não tem a obrigatoriedade de se desenvolver atividades rurais em conjunto com a turística.

Reflexões sobre o turismo rural - 1

O turismo rural esta ligado ao conhecimento de todo espaço rural, a cultura do homem do campo, o ambiente. 
O turismo rural é uma atividade que vai além de um simples destino turístico, onde as pessoas desfrutam e saem deste local sem levar nenhum produto, somente deixando impactos. Além de levar produtos, o turista consome o seu imaginário, a paisagem rural que remete a maioria dos turistas à suaz raizes, deixando as recordações e as experiências vivenciadas.

Ubatuba em Revista Virtual nº 31


Fotos e matéria de Capa: Paulo Sézio

Ubatuba em Revista Virtual nº 30


Fotos e matéria de Capa: Paulo Sézio

Ubatuba em Revista Virtual nº 4



Fotos da matéria de Capa: Paulo Sézio

31 Dezembro 2009

Porto de Coquimbo


Santiago do Chile


Centro Histórico de São João del Rey


Centro de Belo Oriente


Leito de rio em Joanésia


Parque Nacional da Serra do Cipó


Cachoeira - Sítio do Nascimento


30 Novembro 2009

Natal - Praia Ponta Negra


19 Novembro 2009

Àquela Que Partiu

O que poderia se passar naquela cabecinha
Que viajou por noventa anos e setenta dias?
Que entre rezas, vasculhava um horizonte de linhas,
Que transmutava sua fé em terços de Maria?

Incomodava a todos, o seu jeito de ser
Principalmente quando a dizer que existia.
Suas queixas instintivas estavam à mercê
De seis indulgentes, seu conjunto familia.

Ainda me lembro daquele olhar, triste olhar.
Uma simplicidade riscada, em belos traçados.
Dois sóis opalas num raro lugar
Em finas lágrimas de olhos cansados.

Jamais caiam, essas lágrimas, jamais.
O conjunto era um brilho sem igual.
Mil vezes tentei descobrir o cais
do perdido-olhar, do barco sem sinal.

Não tenho o mínimo desejo de tê-la como uma idéia pessoal,
Mesmo porque seu horizonte era um porto no além.
Nada muito específico, talvez saudade casual.
Era uma vida, de onde pariram mais de cem.

Para muitas coisas já não precisava se ocupar
Era a desocupada das últimas estações.
Fizera do quarto, sua varanda, seu lar,
E dos mudos silêncios, suas preces e orações.

Sua vida se reduzira das fazendas à fraldas alheias
De crianças tenras transformadas em netos.
Cansada, qual inseto preso em sedas teias,
Abstraia-se do peso em seus braços concretos.

Uma mísera esmola de alimentos e cama
Doados por seis indulgentes maquiados de emoção.
Multiplicados por dois em fins de semana,
Era tudo que ofertavam, era esse seu quinhão.

Agora eles amam e contam o sentir
Indulgentes curiosos, por vinte multiplicados.
E se ainda não aprenderam a ouvir
Indulgentes que eram, estão acabados.

Sequiosas não mais estacionaram
As lágrimas que finalmente trairam
Não nas pálpebras entumecidas, pois nela jorraram
Mas aos olhos da terra, que neles cairam.

Abaixando, abaixo de mim,
Para encontrar O Alto de todas as gentes,
Deixara a saudade de pobres coxins
No vazio tardio de seis indulgentes.

(poema para minha Vó Judith - falecida em 1991)

12 Novembro 2009

Álbum de Fotografias - PLANETA ÁGUA